segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ordem e Protesto


Copa das Confederações. O Brasil noticiado em muitas partes do mundo. Estádios que custaram milhões (e que cujos orçamentos foram extrapolados – basta ver a revista Veja todo mês para observar cada caso). Políticos todos felizes nas inaugurações. Não existiria momento mais propício para que fossem deflagrados, em todo o país, movimentos de jovens que saíram às ruas para protestar e fazer com que muita gente no globo percebesse que o brasileiro não é apenas um fanfarrão, fã de futebol, praia e samba. Também tem suas visões políticas e seu inconformismo acerca de má administração dos recursos públicos.

O reajuste de R$ 0,20 nas tarifas de transporte das capitais foi apenas um gatilho. Existem interesses escusos por trás de tais movimentos? Claro que sim. Isso é um deleite para a oposição de ano-véspera de eleições presidenciais. Mas até quando aceitar com as nádegas grudadas na cadeira, os desmandos do reino empresarial/governamental da nação? Reajustes nos salários de deputados, senadores, criação de bolsas-auxílio para categorias necessárias duvidosas, cortes na aposentadoria, em face da eterna precária condições dos serviços públicos, sem que ninguém questione, feito por “eles” e para “eles”.

É claro que no meio destas dezenas/centenas de inconformados que saem às ruas existem baderneiros, delinquentes, gente que quer mais destruir do que ser ouvido. A polícia exagera no seu dever de manter a ordem? Sim, lá no meio dela também existem profissionais despreparados. Agora, se ela receber pedradas, tem mesmo que agir, ou como se fala por aí, descer a borracha. Mas isso não é desculpa para se tombar carros, destruir caixas eletrônicos, depredar ou saquear lojas. Quem faz isso é bandido. Outra coisa: protesto é feito para os interesses da população, não para prejudicá-la. Fazer barricadas, queimar coisas, interromper trânsito, apenas traz dor de cabeça aos cidadãos.

Não existem apenas santos ou demônios, seja entre os protestantes, seja entre a polícia, seja entre os governantes. Mas não dá mais pra engolir essa história de que a solução dos problemas do país repousa no poder do voto. A Constituição de 1988 trouxe de volta o voto direto, então já são 25 anos, e sai presidente e entra presidente e os três principais pilares da cidadania brasileira estão sempre em frangalhos: educação, saúde e segurança. Como sempre falo nesse espaço: pôr a casa pública em ordem tem que partir do conceito da boa administração. Senadores, deputados, governadores são pagos por nós cidadãos para trabalhar em nosso favor. Eles têm que focar suas gestões em cortes de gastos desnecessários, e voltar os investimentos certos para necessidades certas. Nem devo entrar no mérito da corrupção, pois isso é algo que se pressuponha que jamais deva existir. Mas sim na competência administrativa, na intenção de ser funcional o sistema governamental. Para um povo e também para um meio empresarial que sofrem com uma carga tributária que beira o terrorismo e que abastece mensalmente, com bilhões de reais, os cofres da nação.


Protesto sim. Mas com racionalidade, organização, bom censo e respeito à ordem e aos direitos dos cidadãos. Um movimento feito sem argumentação e na base da violência, perde sua razão de existir. Se o poder emanar da força e não da palavra, ele se aproxima mais de um modelo de ditadura do que de democracia.

sábado, 18 de maio de 2013

Homofobia - Limites para incriminar?


Mais um assunto muito comentado, discutido e colocado em discussão como tema a ser amparado por lei. A homofobia. Em minha visão, há de se considerar o conceito de limites para enquadrarmos tal prática.

O limite inferior, onde realmente agressões físicas e verbais são levadas a cabo contra homossexuais apenas por sua natureza. Além de preteri-los no tocante de vagas de empregos, associações, instituições de ensino e religião. Quando atos deste tipo são praticados, não há como negar o ódio que um ser humano tem de outro apenas pelo último ser, pensar e agir diferente do primeiro.

Mas tomemos muito cuidado com o limite superior, onde os direitos e exigências dos homossexuais podem ultrapassar o direito normal de pensamento e discordância de uma pessoa. Deixemos a hipocrisia de lado e olhemos para nós mesmos. Quem nunca riu de uma piada sobre gays, contada numa mesa de bar? Não é por isso, que depois desse ato, vamos pegar uma barra de ferro e agredir uma homossexual numa esquina. Não é por isso que vamos xingá-lo ou deixar de se comunicar e ser gentil com ele, como seríamos com qualquer pessoa.

A liberdade de pensamento e o julgamento de valores de cada um devem imperar, sem que isso se transforme em quaisquer atos de discriminação ou ceifação de direitos. Se estou num ônibus ou num metrô e cedo meu lugar a uma pessoa idosa e não a um homossexual, não estou sendo homofóbico. Se, numa entrevista de emprego, eu contrato um heterossexual, baseado em competência e experiência, em detrimento ao um candidato homossexual, não estou sendo homofóbico. Se, numa praia eu opto por consumir alimentos num quiosque comandado por um hetero, por conta da qualidade de seus serviços, não estou sendo homofóbico por não consumir num quiosque comandado por um homossexual.

Há de se pensar nesses limites. Eu sempre tratei muito bem todo tipo de pessoa, independente de sua opção de vida ou condição socioeconômica. Mas, não podemos condenar criminalmente uma pessoa que se recuse a conversar com um homossexual, por ser contra suas práticas. Desde que esse cidadão nunca o agrida moralmente ou fisicamente, ele não está cometendo nenhum crime por discordar da condição da homossexualidade.

Um fato sempre lembrado é aquela velha história de um casal gay se beijando num restaurante ou num lugar público. Se fosse um casal hetero também seria desconfortável aos olhos alheios. O que temos de pensar se são lugares familiares ou não. Você não vai numa boate ou num cinema com sua esposa e seus filhos para jantar. Nesse tipo de ambiente, você se depara com pessoas que se entregam à pratica desse tipo de carícias ou contatos físicos. O que não se pode admitir é que, um casal de homossexuais faça tal prática em lugares públicos ou familiares apenas para chocar, para elucidar e propagar sua visão de direitos.

Isso seria uma afronta à liberdade de cada um. Não se trata de homofobia. Trata-se de exposição excessiva ou afronta ao comportamento respeitoso de cada cidadão. Direitos todos devem ter sim. Abuso de direitos, nunca.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Maioridade Penal: O inferno também tem crianças



Um dos assuntos mais discutidos pela sociedade brasileira hoje em dia é a alteração na constituição nacional no tocante da maioridade penal. Mais que necessária, essa discussão faz parte de uma mudança que visa trazer ao futuro um nível de segurança bem mais reconfortante do que o que vivenciamos nos dias atuais.

Sempre existirão conflitos com os dois lados da moeda: um jovem de 16 anos deve ser considerado um bandido no mesmo patamar de periculosidade do que um de 20? Aplicar penas privativas de liberdade vai fazer desse adolescente um futuro criminoso, uma vez convivendo com pessoas mais experientes dentro de uma penitenciária?

Talvez o grande “X” da questão seja mais filosófico. Qual a fronteira onde uma pessoa deixa de ser uma criança irresponsável para se tornar uma pessoa com intenções de maldade? Um garoto de 13 anos com um revolver na mão que assalta e mata um cidadão, tem consciência dos danos que está causando a outra vida humana? Para dezenas, centenas de adolescentes que vivem nas ruas, em contato com as drogas e a marginalidade, utilizando da violência como forma de sobrevivência, existe alguma esperança de futuro? Existe alguma chance que essas criaturas venham a ter uma vida decente, venham a ter boas intenções? Ou estão condenados a matar ou morrer?

Por mais que digam que a violência navega por todas as classes sociais e econômicas, é totalmente provável que a grande maioria dessas crianças, aprendizes de assassinos, estupradores e traficantes, venha de classes menos abastadas, onde não impera o sentido da educação familiar, onde não se convive com o hábito de frequentar escolas, ou se introduzir o jovem a alguma profissão.

A grande verdade é que, além de proteger o cidadão, as penitenciárias ou institutos de detenção de maiores ou menores, tem como razão de existência a recuperação do detendo para viver em sociedade, desvincular-se dos dogmas de brutalidade, violência e malfeitoria. Duvido que exista um só brasileiro que acredite na funcionalidade dessa razão, em face da situação caótica que o sistema penitenciário brasileiro vive. Em outras palavras, um menor que pratica um crime, sendo julgado e condenado, ou liberado de uma instituição de menores, dificilmente cessará sua atividade criminosa.

A solução talvez resida em evitar que um primeiro crime ocorra. E não tem como fugir de duas frentes: educação familiar e escolar. Mesmo em ambientes da mais absoluta pobreza. Não se pode corrigir o incorrigível. Há de se atuar na prevenção, não no conserto. E sempre vamos cair no lugar comum. Num governo onde cada semana nos deparamos com escândalos de desvio de verbas públicas, corrupção e má administração da máquina, como esperar que serviços como educação e segurança recebam a devida e justa cota de investimento? Como esperar que uma mãe com 8 filhos, residindo em lugares onde nem serviço de esgoto possui, possa garantir a qualidade de vida e futuro para todos eles?

A educação e instrução cultural devem impedir que essa mãe tenha mais que 2 filhos, sendo que ela não tem condições de criar nem mesmo um. Com ou sem intervenção do governo. Às vezes temos a sensação de que as crianças de nossa sociedade são tratadas como animais abandonados, jogados num terreno qualquer, e qual for mais forte vai sobreviver. Enquanto isso 15 belos estádios são apresentados para a Copa de 2014, num investimento médio de 600 milhões de reais cada um. Sei que sempre será bem mais fácil reclamar e apontar falhas, do que apresentar soluções concretas e funcionais, mas será que há interesse do governo nessas soluções?

domingo, 10 de março de 2013

Corrigir Rotas



Uma embarcação, ao zarpar, se errar meio grau em sua rota com certeza chegará a milhares de quilômetros de seu lugar original de destino. Assim é a nossa vida. Quando fazemos escolhas equivocadas nunca atingiremos nossos objetivos almejados. Mas, a exemplo do barco, é possível corrigir a rota durante o percurso. Fazer mudanças a qualquer momento, corrigir o foco para buscar chegar onde sonhamos faz parte dessa correção de rota.

Sempre é possível fazer novas escolhas. Muitas vezes nos acomodamos, ou nos acovardamos mediante situações que podem se apresentar complicadas, inseguras. Deixamos muitas vezes o medo e as incertezas dominar nosso cotidiano e nos recusamos a sair da zona de conforto, mesmo que muitas vezes o que menos encontramos é conforto.

Muitas pessoas esperam chegar ao destino errado e passam o resto da vida lamentando desse “erro” de direcionamento, do que ajustar a direção. Encontramos pelo caminho muitos mares agitados, muitas tormentas, pouca visibilidade. Mas são várias as vezes quando navegamos em mares calmos, onde é possível raciocinar, planejar, renascer, recriar-se. Temos apenas que nos localizarmos, enxergar onde estamos para onde estamos indo. Não saber o que queremos, não termos planos, metas e objetivos é navegarmos às cegas, sem bússolas, sem orientação.

Infelizmente, alguns de nós somos fracos, em termos de personalidade, fé, perseverança. E deixamos o barco afundar sem que chegue a qualquer destino. E mesmo que cheguemos a um lugar onde não desejaríamos estar é sempre bom lembrar que é possível novamente traçar nova rota e sair novamente em navegação. Para isso só precisamos de uma condição: que nosso sentimento de querer seja maior do que o medo de enfrentar dificuldades.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Mudanças Políticas ou um Caso Isolado de Nossa História?




Estamos vivenciando um momento político e social nunca experimentado na história brasileira. A condenação de membros da administração do governo e pessoas a ela ligada por corrupção sempre foi um sonho de cidadania do povo brasileiro.  Dentre tantos e tantos escândalos financeiros que assolaram os principais veículos de imprensa da nação nos últimos 20 anos, o Mensalão entrou para a história com o primeiro – esperamos que não o único – que condenou vários dos envolvidos a penas privativas de liberdade.

O que esse fato pode mudar no comportamento das pessoas públicas, desde um simples funcionário de um pequeno tribunal, até um senador que tem relacionamento com muitos empresários? E a fé e crença popular na Justiça e nas boas intenções daqueles em que se depositam os votos?

A figura do (agora presidente do STF) juiz Joaquim Barbosa se transformou numa espécie de herói nacional, aquele que teve a ousadia de enfrentar, com clareza de intenções, a força política do PT, em defesa de muitos de seus filiados envolvidos neste escândalo. Com o poder das redes sociais da internet hoje, é fácil imaginar o nível de aceitação, quase de idolatria, que Barbosa carrega junto à população. Não sabemos ao certo se essas condenações irão inibir atos e crimes contra o dinheiro público, mas é certo de que tenhamos testemunhado um ato de punição correta e justa contra aqueles que recebiam gordos salários e benefícios para trabalhar pelo povo e para o povo.
Talvez os casos de corrupção ativa e passiva tornam-se, a partir de agora, bem mais meticulosos, planejados e imune a rastros. Na era da tecnologia e da informação, onde imagens e áudios são captados com muita facilidade, a comunicação entre as pessoas é um elemento de fácil divulgação. 

Recentemente Marcos Valério, condenado a  40 anos de prisão, resolveu dar novo depoimento acusando o ex-presidente Lula de participação e anuências nos crimes. Talvez trata-se de uma manobra para reduzir sua pena, ou apenas uma vingança ou como abalroa o dito popular, “agora que a casa caiu, é tempo de jogar fezes no ventilador”. O próprio advogado de Valério, quando questionado por um repórter se era verdade que ele recebeu do PT o valor de R$ 4 milhões para defender seu cliente, ele descaradamente falou: “Não posso dar informações sobre esse assunto”. Ora, se a pessoa não recebeu nada indevido basta dizer que NÃO. Isso soa quase como uma confissão.

E para nós, pessoas comuns da sociedade? Devemos encarar isso como a grande mudança no quesito honestidade e transparência das atitudes de nossos governantes? Como já falei antes neste espaço, acredito que vai levar muito tempo ainda para que tenhamos uma fé integral, ou pelo menos forte, na justiça e nas boas intenções do governo. Ainda dá a sensação de que esses acontecimentos podem ser únicos e isolados de nossa história política. A constância de investigações, punições e informações é o alimento que pode fortalecer tal fé.  Além disso, a certeza de que nossa nação está nas mãos de gente do bem, que queira vê-la crescer e desenvolver-se, só virá com o fim das regalias que nossos deputados-senadores empresários têm. Não precisamos de um presidente como o do Uruguai , que circula com um  Fusca, mas não podemos aceitar que tais funcionários públicos tenham direito a auxílio-moradia, auxílio-vestuário, auxílio-transporte, 14º  e 15º salários, contratação injustificável de dezenas de assessores, etc , etc e et$.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Uma visão positiva a cerca do comportamento pacificador


Que recompensa nos é devida por termos personalidades voltadas ao bem, à honestidade, à solidariedade, ao espírito pacificador? Nenhuma recompensa material ou divina está à nossa espreita. Mas existe um elemento que se alimenta demais de tais brandas atitudes: a nossa consciência.

É uma condição totalmente abstrata e apenas só pode ser avaliada por cada indivíduo. Quantas vezes algumas pessoas ficam muito mal após terem agido, ou tratado ruidosamente alguém, ou deixado de ajudar quando podiam? Talvez muita gente não tenha esse sentimento de culpa, mesmo quando não se trata exatamente de culpa. Muitas pessoas agem por impulso, ou mesmo por mera intenção, mas não guardam um miligrama sequer de preocupação com as consequências que seus atos podem causar.

Não devemos, no entanto, confundir atos bondosos ou orientados ao bem com comportamentos ingênuos ou inconsequentes. No mundo de hoje, temos naturalmente desenvolvido comportamentos de proteção, sempre atentos às armadilhas sociais, comerciais, de relacionamentos. Ser atento, saber se defender e lutar pelos nossos direitos não significa que devamos ser necessariamente ásperos, rudes, agressivos ou despojados do espírito acolhedor.

Encontramos as cobranças de nossa consciência das formas mais simples possíveis, no dia a dia. Quem nunca ficou impaciente, desconcentrado nas demais coisas do dia a dia, quando se tem uma discussão com alguém da família, ou do trabalho, ou um com amigo próximo? E só consegue se tranquilizar quando resolve tais conflitos com uma boa dose de conversa. Mesmo que os erros provenham de qualquer uma das partes, apenas pelo fato de abordar o assunto, sem que a situação repouse novamente em lindas flores, nos afogamos no transbordante sentimento de alívio. Certa vez eu ouvi de uma pessoa que ela odiava brigas ou discussões, a ponto de mesmo, que ela tivesse razão, ela se esquivava do conflito, seja com um marido ou namorado, seja com um desconhecido por conta de uma vaga num estacionamento popular. Esse comportamento, covarde na visão de muita gente, é uma autodefesa para não passar por momentos de tensão e pressão e por conta disso não ficar em desagrado com sua consciência. A meu ver, tal pessoa talvez não esteja preparada pra passar por situações onde deva usar de bom censo para resolver questões que acredita ser de seu direito. Não é ofender ou agredir, é apenas argumentar a favor de sua razão, de maneira firme e educada ao mesmo tempo. Pessoas com posições fortes e convincentes são mais respeitadas e por consequência, admiradas e seguidas.

E, mesmo quando cometemos alguns deslizes que farão com que nossas consciências venham corroer nosso sono, existe um remédio que funciona como um álamo de grandiosidade e sabedoria: o ato da desculpa. Como é nobre e bela a iniciativa de se desculpar com alguém. Além de balançar a flâmula da humildade, tal ato mostra que podemos ser superiores a nosso ego, a ponto de admitirmos nossos erros para que nossos relacionamentos continuem agradáveis com a pessoa ferida.
 
O comportamento do ser humano mudou muito ao longo dos tempos, movidos por conceitos modernos de sociabilidade, de sobrevivência, da forma de se comportar e de pensar. Mas uma coisa acredito ser certa: é muito mais fácil passar por tudo isso quando estamos bem com nossa consciência, e para isso talvez tenhamos que deixar nosso coração agir com paixão, firmeza e benevolência.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Competência gera Sobrevivência



A sobrevivência de uma empresa, em sua mais variada forma de dimensão, está diretamente atrelada à competência administrativa plena em quatro pilares básicos de sustentação: gerenciamento pleno de despesas, controle e eficiência máxima na produção, estratégias eficazes de marketing e gestão constante de pessoas. Se um destes pilares for negligenciado gerencialmente, o crescimento ou estabilidade do empreendimento estará ameaçado de ruir, e, num mercado cada vez mais competitivo e dinâmico, as ameaças de redução de sharing comercial ou mesmo de falências estarão cada vez mais próximas.

Gerenciamento de Despesas – Não se pode pensar em colocar sua empresa no mercado sem que tenha plena consciência dos custos que o negócio envolve. Saber definir as despesas operacionais e variáveis, controlá-las em períodos cada vez menores, contato extreito com fornecedores, tratamento dos desvios de forma urgente, julgamento imediato de custos e investimentos ineficazes e sem propósitos. Em suma, deve-se saber como, quando e principalmente porque os custos de sua operação estão sendo movimentados.

Controle da Produção – Não importa qual seja o produto final de sua corporação – manufaturados, prestação de serviços ou comércio final (quando apenas se comercializa produtos de terceiros) – o sucesso regular da produção é o pilar mestre da existência do empreendimento. Um mero sinal de falha no seu produto corrói como um câncer toda boa referência e solidez da imagem comercial de sua empresa. Padronização no processo industrial, contatos direto e indireto com clientes, treinamentos constantes de pessoal, análise de anomalias e tratamento e realinhagem dos procedimentos, investimentos  racionais na modernização de equipamentos, acessórios, softwares e técnicas envolvidos no processo, monitoramento constante da qualidade final do produto, são algumas ferramentas a serem aplicadas para garantir a aceitação e fidelidade a seu produto no mercado. Um produto é fruto de processos, constituídos de muitos procedimentos. A eficiência máxima destes procedimentos é o alicerce para a qualidade máxima do produto.

Estratégias de Marketing - Um produto de qualidade máxima, produzido a custos controláveis, não se garante sozinho na concorrência. É preciso divulgação constante e inteligente. Focar o público alvo, cativar, fidelizar e encantar o cliente, monitorar constantemente as ações, preços e qualidade do produto dos concorrentes, prover campanhas que sempre evidenciem sua marca, se cercar de um universo infinito de informações acerca da aceitação ou rejeição de seus produtos, prática constante do processo de pós-venda, ouvir e mapear as opiniões de seus clientes, direcionar o as características do produto para as necessidades comuns dos clientes. Não é o produto que tem que conquistar o cliente, é o cliente que tem que projetar o produto. Afinal, ele é quem vai pagar por algo que ele sabe que lhe satisfaça.

Gestão de Pessoas -São pessoas que fazem o sucesso e o fracasso de seu produto. Por melhor produzido que for, a custos adequados e com uma penetração forte de marketing, o sucesso de sua aceitação está na consciência e segurança com que as pessoas lidam com os processos do dia a dia. Ambientes de trabalho agradáveis, inserção de desafios pessoais, reciclagem e treinamentos, segurança econômica e agregação de valores em formas de benefícios, atuação constante no gerenciamento de conflitos de interesses, programas de integração familiar, programas de crescimento profissional, programas de remuneração vinculados à produtividade e análise de capacitação são elementos  que visam manter o rendimento eficiente e regular de cada pessoa dentro de uma empresa. Se a pessoa não tem prazer, segurança ou motivação em atuar no processo, ela o fará por apenas por obrigação e necessidade, e isso compromete o envolvimento e foco. Motivação e treinamento são armas mais eficazes para a uniformidade da qualidade do trabalho, do que desligamentos sumários.

Evidentemente, deter o controle absoluto destes pilares envolve uma estrutura proporcional ao tamanho do empreendimento. Por isso existem hierarquias administrativas, variáveis à expansão ou retração do efetivo gerencial necessário para tal controle. A multiplicação do conhecimento e a consciência da responsabilidade são a força motriz da máquina administrativa. O sucesso rentável, social e de solidez são os frutos colhidos pela competência dos controles. Isso garante a sobrevivência plena do negócio.